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Arquivos da Sociedade Protetora dos Desvalidos

Responsável: Klebson Oliveira

A Sociedade Protetora dos Desvalidos foi inicialmente uma irmandade negra – a Irmandade de Nossa Senhora da Soledade do Amparo dos Desvalidos –, fundada tardiamente em Salvador, no ano de 1832, pelos africanos libertos Manuel Vítor Serra (ganhador do canto da Preguiça), Manuel da Conceição (marceneiro), Luís Teixeira Gomes (pedreiro), Gregório Manuel Bahia (marceneiro), Inácio de Jesus e Barnabé Álvaro dos Santos, cuja profissão é desconhecida, Bernardino S. Souza (pedreiro), Fernando Fortunato de Farias (pedreiro), Gregório do Nascimento (carroceiro), Baltasar dos Reis (marceneiro), Manuel Sacramento Conceição Rosa (marceneiro), Teotônio de Sousa (vinagreiro), Francisco José Pepino (calafete), Daniel Correa (ganhador do canto do Pilar), Roberto Tavares (carregador de água e dono de um asno para transportá-la), José Fernandes do Ó (vendedor de toucinho) e Manuel Martins do Santo (trabalhador no porto da lenha). Plenamente ativa até os dias atuais, guarda a Sociedade um rico e raro acervo documental – constituído, sobretudo, por atas das reuniões realizadas –, escrito de próprio punho por seis dos seus fundadores africanos – Manuel Vítor Serra, Manuel da Conceição, Luís Teixeira Gomes, Gregório Manuel Bahia, José Fernandes do Ó e Manuel do Sacramento e Conceição Rosa – e, posteriormente, por negros já nascidos no Brasil. A acervo da Sociedade Protetora dos Desvalidos foi verticalmente explorado por Klebson Oliveira em Textos escritos por africanos e afrodescendentes na Bahia no século XIX: fontes do nosso latim vulgar?, sua dissertação de Mestrado, e em Negros e escrita no Brasil, sua tese de Doutorado. A coletânea África à vista: dez estudos sobre o português escrito por africanos no Brasil do século XIX, organizada por Tânia Lobo e Klebson Oliveira, dedica-se à análise da morfossintaxe das atas redigidas em português como segunda língua por seis dos africanos fundadores.

 

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